“Espíritas; amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo.”Espírito de Verdade

A instrução é, sem dúvida, a milagrosa alavanca do progresso. Sem ela, perseveraria a mente humana nos resvaladouros da ignorância, confinada à miséria, à ociosidade, à indigência e ao infortúnio, através da delinquência na praça pública e da correção na penitenciária.

Mas não basta esclarecer a inteligência, repetiremos ainda e sempre. É imprescindível aperfeiçoar o coração nos caminhos do bem.

Nero, o tirano, era discípulo de Sêneca, o filósofo.

Tito, o príncipe admirável, que costumava dizer “perdi o meu dia”, quando a noite o alcançava sem algum gesto excepcional de bondade, mandou massacrar mais de dez mil israelitas doentes, abatidos e mutilados, depois de arruinar Jerusalém.

Marco Aurélio, o imperador virtuoso e sábio, consentiu no morticínio de cristãos indefesos.

Inácio de Loiola, maravilhosamente bem-intencionado, tinha o cérebro cheio de letras quando incentivou a perseguição religiosa.

Marat, o demagogo sanguinário, era jornalista de mérito e intelectual de renome.

Todos os fazedores de guerra, ditadores e revolucionários, antigos e modernos, foram incubados no convívio de professores ilustres, de páginas científicas, de livros técnicos ou de universidades famosas.

Razão sem luz pode transformar-se em simples cálculo.

Instrução e ciência são portas de acesso à educação e à sabedoria.

Quem apenas conhece nem sempre sabe.

A cultura do espírito vai mais longe: ajuda o homem a converter-se em santuário vivo, através do qual se irradia o Poder Soberano e Misericordioso.

Necessário, pois, semear pensamentos enobrecedores e santificantes, amparando a mente que recomeça a lição de aprimoramento individual.

Esquecer a infância e a juventude será desprezar o futuro.

Trecho publicado originalmente em 2012, no blog anterior. Grifos meus, salvo o da epígrafe, que é do original.